A construção social dos corpos periféricos

Resumo Este artigo desenvolve o seu argumento em torno da forma como lidamos socialmente com corpora lidades que se afastam da centralidade corpórea, entendida aqui como o resultado da valorização de determinados aspetos do corpo, que passam a ser tomados como modelo do que este deve ser. Come çando...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Saúde e Sociedade
Main Authors: Luís Fernandes, Raquel Barbosa
Format: Article
Language:English
Published: Universidade de São Paulo 2016-03-01
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902016000100070&lng=en&tlng=en
_version_ 1852775080806842368
author Luís Fernandes
Raquel Barbosa
author_facet Luís Fernandes
Raquel Barbosa
author_sort Luís Fernandes
collection DOAJ
container_title Saúde e Sociedade
description Resumo Este artigo desenvolve o seu argumento em torno da forma como lidamos socialmente com corpora lidades que se afastam da centralidade corpórea, entendida aqui como o resultado da valorização de determinados aspetos do corpo, que passam a ser tomados como modelo do que este deve ser. Come çando por situar o corpo como objeto privilegiado para a comunicação entre o biológico, o individual e o sociocultural, esclarece os conceitos que servirão à nossa análise: corporalidade, centralidade corpórea, símbolo natural e incorporação. Interroga o porquê da ascensão do corpo nas sociedades do hiperindi vidualismo contemporâneo e procura evidenciar processos sociais em curso que produzem normas sobre o que o corpo deve ser, e que metaforizamos com as imagens dos corpos na marquesa, na pas serelle e no podium. Propõe-se em seguida a noção de corpo periférico como aquele do qual emanam signos desvalorizados pelos padrões constituintes da centralidade corpórea. Exemplificamos com as deformidades físicas e com a obesidade, analisando a partir delas como pode o corpo constituir-se como fonte de estigma e locus de sofrimento psicológico nos processos interativos correntes. O percurso que aqui empreendemos é suscetível de fornecer elementos para as seguintes questões analíticas que atravessam todo o texto: que processos conduzem um determinado objeto social a tornar-se central ou, pelo contrário, a ser deslocado para a periferia? Como construímos socialmente o periférico? Que consequências pode ter nas vivências psicológicas e na vida social daqueles que são olhados como corpos periféricos?
format Article
id doaj-art-04a4ffc827eb401099d910906e06fefd
institution Directory of Open Access Journals
issn 1984-0470
language English
publishDate 2016-03-01
publisher Universidade de São Paulo
record_format Article
spelling doaj-art-04a4ffc827eb401099d910906e06fefd2025-08-19T20:50:23ZengUniversidade de São PauloSaúde e Sociedade1984-04702016-03-01251708210.1590/S0104-12902016146173S0104-12902016000100070A construção social dos corpos periféricosLuís FernandesRaquel BarbosaResumo Este artigo desenvolve o seu argumento em torno da forma como lidamos socialmente com corpora lidades que se afastam da centralidade corpórea, entendida aqui como o resultado da valorização de determinados aspetos do corpo, que passam a ser tomados como modelo do que este deve ser. Come çando por situar o corpo como objeto privilegiado para a comunicação entre o biológico, o individual e o sociocultural, esclarece os conceitos que servirão à nossa análise: corporalidade, centralidade corpórea, símbolo natural e incorporação. Interroga o porquê da ascensão do corpo nas sociedades do hiperindi vidualismo contemporâneo e procura evidenciar processos sociais em curso que produzem normas sobre o que o corpo deve ser, e que metaforizamos com as imagens dos corpos na marquesa, na pas serelle e no podium. Propõe-se em seguida a noção de corpo periférico como aquele do qual emanam signos desvalorizados pelos padrões constituintes da centralidade corpórea. Exemplificamos com as deformidades físicas e com a obesidade, analisando a partir delas como pode o corpo constituir-se como fonte de estigma e locus de sofrimento psicológico nos processos interativos correntes. O percurso que aqui empreendemos é suscetível de fornecer elementos para as seguintes questões analíticas que atravessam todo o texto: que processos conduzem um determinado objeto social a tornar-se central ou, pelo contrário, a ser deslocado para a periferia? Como construímos socialmente o periférico? Que consequências pode ter nas vivências psicológicas e na vida social daqueles que são olhados como corpos periféricos?http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902016000100070&lng=en&tlng=enCorpoCorporalidadeEstigmaConstrução SocialObesidadeDeformidade Física
spellingShingle Luís Fernandes
Raquel Barbosa
A construção social dos corpos periféricos
Corpo
Corporalidade
Estigma
Construção Social
Obesidade
Deformidade Física
title A construção social dos corpos periféricos
title_full A construção social dos corpos periféricos
title_fullStr A construção social dos corpos periféricos
title_full_unstemmed A construção social dos corpos periféricos
title_short A construção social dos corpos periféricos
title_sort construcao social dos corpos perifericos
topic Corpo
Corporalidade
Estigma
Construção Social
Obesidade
Deformidade Física
url http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902016000100070&lng=en&tlng=en
work_keys_str_mv AT luisfernandes aconstrucaosocialdoscorposperifericos
AT raquelbarbosa aconstrucaosocialdoscorposperifericos
AT luisfernandes construcaosocialdoscorposperifericos
AT raquelbarbosa construcaosocialdoscorposperifericos