O impacto do nível socioeconómico na acessibilidade aos cuidados de saúde primários: estudo em quatro unidades de saúde do Norte de Portugal

Objetivos: Relacionar o nível socioeconómico com a acessibilidade aos cuidados de saúde primários em quatro Unidades de Saúde Familiar (USF), nas dimensões que surgem após a perceção, por parte dos utentes, da necessidade de cuidados de saúde: capacidade e acomodação, esforço financeiro e adequab...

وصف كامل

التفاصيل البيبلوغرافية
الحاوية / القاعدة:Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
المؤلفون الرئيسيون: Vânia Teixeira, Ana Mafalda Macedo, Catarina Borges, Sofia Carrapa, Sara China, Raquel Cunha
التنسيق: مقال
اللغة:الإنجليزية
منشور في: Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar 2016-11-01
الموضوعات:
الوصول للمادة أونلاين:https://rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/11958
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description Objetivos: Relacionar o nível socioeconómico com a acessibilidade aos cuidados de saúde primários em quatro Unidades de Saúde Familiar (USF), nas dimensões que surgem após a perceção, por parte dos utentes, da necessidade de cuidados de saúde: capacidade e acomodação, esforço financeiro e adequabilidade. Tipo de Estudo: Estudo observacional descritivo, transversal e analítico. Local: USF Brás-Oleiro, USF São Pedro da Cova, USF Bracara Augusta e USF Prelada. População: Utentes com idade igual ou superior a 18 anos, inscritos nas USFs supracitadas há mais de doze meses, pertencentes às listas dos orientadores de formação das investigadoras e com pelo menos um contacto com a sua USF nos últimos 24 meses. Métodos: Estudo realizado entre abril e dezembro de 2014 através da aplicação de um questionário por via telefónica. Cada uma das dimensões da acessibilidade foi avaliada através de um score global que foi posteriormente relacionado com o nível socioeconómico da população em estudo. Foram utilizados os testes estatísticos do Qui-Quadrado, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e a correlação de Spearman. Resultados: Dos 1.250 utentes selecionados, 692 (55,4%) responderam ao questionário. Verificou-se existirem diferenças estatisticamente significativas entre as USF relativamente a cada score (p < 0,05). A escolaridade, o rendimento, o número de elementos do agregado familiar e a situação de isenção apresentaram correlação estatisticamente significativa com todos os scores. Constatou-se que a idade, a situação profissional, o estado geral de saúde e a duração da relação do utente com o seu médico de família se correlacionaram de forma estatisticamente significativa com os scores «Capacidade e Acomodação» (p < 0,05) e «Adequabilidade» (p < 0,05). Conclusões: Globalmente, o presente estudo permitiu inferir que, para a população analisada, um nível socioeconómico mais desfavorecido e uma pior perceção do estado de saúde se correlacionaram com uma maior acessibilidade, fundamentalmente no que diz respeito à Capacidade e Acomodação e Adequabilidade.
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