Desenvolvimento embrionário e larval da piabanha, Brycon insignis, Steindachner, 1876 (Pisces, Characidae)

O presente trabalho apresenta observações preliminares sobre o desenvolvimento embrionário e larval da piabanha, Brycon insignis, até a fase de alevino. Brycon insignis é uma espécie nativa e endêmica da bacia do Rio Paraí­­ba do Sul, Brasil. Durante os meses de janeiro e fevereiro/1996, os ovos fo...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Boletim do Instituto de Pesca
Main Authors: Elaine Fender de ANDRADE-TALMELLI, Emico Tahira KAVAMOTO, Elizabeth ROMAGOSA, Nelsy FENERICH-VERANI
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Pesca 2018-10-01
Subjects:
Online Access:https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/685
Description
Summary:O presente trabalho apresenta observações preliminares sobre o desenvolvimento embrionário e larval da piabanha, Brycon insignis, até a fase de alevino. Brycon insignis é uma espécie nativa e endêmica da bacia do Rio Paraí­­ba do Sul, Brasil. Durante os meses de janeiro e fevereiro/1996, os ovos foram obtidos através de reprodução induzida, utilizando-se reprodutores mantidos em cativeiro na Estação Experimental de Paraibuna, pertencente í­Â  CESP (Companhia Energética de São Paulo). Logo após a fertilização, os ovos foram mantidos em incubadoras sob temperatura constante (26 ± 1°C). Amostras foram retiradas a cada 10 minutos durante as três primeiras horas e, depois, a cada 20 minutos, até a eclosão das larvas. Após a eclosão, as observações foram feitas diariamente até a fase de alevino. Os ovos são esféricos e não adesivos, apresentando coloração variando do verde escuro ao verde acastanhado, córion rí­­gido, grande espaço perivitelí­­nico, elevado grau de hidratação e dií­¢metro variando entre 3,750 e 4,100 mm. As fases do desenvolvimento embrionário observadas tiveram iní­­cio com a clivagem seguida pela mórula, blástula, gástrula e nêurula até a eclosão de uma larva despigmentada, medindo em média 6,0 mm ± 0,22 de comprimento total, 14 horas após a fertilização. No segundo dia de vida, a larva apresentava, em média, 8,0 mm ± 0,21 de comprimento total, nadadeiras peitorais formadas, boca aberta e intenso canibalismo. No 5º dia de vida, todas as nadadeiras estavam formadas e o indiví­­duo se assemelhava ao adulto. No 15º dia de vida, os alevinos apresentavam comprimento total médio de 3,4 cm ± 0,39.  
ISSN:1678-2305