O acesso das pessoas com deficiência aos serviços de saúde: a percepção de profissionais e gestores da atenção primária à saúde

Resumo Este artigo aborda o acesso das pessoas com deficiência às ações e serviços de saúde a partir da percepção de profissionais e gestores de unidades da atenção primária de três cidades do país, considerando as dimensões “Disponibilidade e acomodação” e “Adequação”. Trata-se de um estudo de caso...

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Bibliographic Details
Published in:Saúde e Sociedade
Main Authors: Gabriella Morais Duarte Miranda, Luciana Sepúlveda Köptcke, Maria do Socorro Veloso de Albuquerque, Maria da Penha Rodrigues dos Santos, Maria Eduarda Lima de Carvalho, Veronika Reichenberger, Hannah Kuper, Tereza Maciel Lyra
Format: Article
Language:English
Published: Universidade de São Paulo 2024-07-01
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902024000200409&lng=pt&tlng=pt
Description
Summary:Resumo Este artigo aborda o acesso das pessoas com deficiência às ações e serviços de saúde a partir da percepção de profissionais e gestores de unidades da atenção primária de três cidades do país, considerando as dimensões “Disponibilidade e acomodação” e “Adequação”. Trata-se de um estudo de caso, que entrevistou 16 profissionais e gestores de unidades de atenção primária nas cidades de Brasília (DF), Arcoverde (PE) e Santos (SP). Na dimensão da Disponibilidade e acomodação, observaram-se barreiras arquitetônicas e urbanísticas, escassez na oferta de serviços, concentração geográfica dos equipamentos sociais e dificuldade de coordenação do cuidado. Na dimensão Adequação, percebeu-se uma ausência institucional de formação, o que contribui para dificuldade de interlocução entre os profissionais de saúde e as pessoas com deficiência. Além disso, os entrevistados apontam para a fragilidade na comunicação entre os serviços de saúde que compõem a rede de atenção. Por outro lado, a postura dos profissionais e o vínculo construído com as pessoas com deficiência se apresentaram como facilitadores do acesso. Esperava-se que os espaços mais desenvolvidos apresentassem mais possibilidades de acesso, mas seja na capital do país, na região mais rica do Brasil ou no sertão nordestino, essa é ainda uma luta que precisa resistir.
ISSN:1984-0470