Nietzsche: o ressentimento e a transmutação escrava da moral
Este artigo trata da crítica nietzscheana aos valores que permeiam a nossa cultura. E avaliar esses valores, diz Nietzsche, é antes de tudo por em discussão a transvaloração cultural promovida pela moral judaico-cristã a partir do seu fundamento último que é o ressentimento. Na sua obra Genealogia...
| Published in: | Argumentos |
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| Main Author: | |
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal do Ceará
2010-01-01
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| Subjects: | |
| Online Access: | http://periodicos.ufc.br/argumentos/article/view/18966 |
| Summary: | Este artigo trata da crítica nietzscheana aos valores que permeiam a nossa cultura. E avaliar esses valores, diz Nietzsche, é antes de tudo por em discussão a transvaloração cultural promovida pela moral judaico-cristã a partir do seu fundamento último que é o ressentimento. Na sua obra Genealogia da Moral, mais precisamente na primeira dissertação, o autor faz uma avaliação de como os valores “bom e ruim”, criados por uma moral dos senhores, foram transformados em “bom e mau”, respectivamente, pela moral dos escravos. Segundo ele, todos os valores estabelecidos pela nossa cultura, nada mais são do que o resultado de uma transvaloração de valores nobres, originário de um povo livre e forte, para uma cultura de valores fracos e decadentes forjada por uma moral escrava e doente. Uma moral metafísica que, por fim, ofereceria ao fraco, o sentido da vida e do seu sofrimento. Assim, pautado na sua avaliação, tentar-se-á mostrar aqui que para Nietzsche o ressentimento ocupa um lugar central na história da emergência de uma determinada forma de valoração, a escrava.
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| ISSN: | 1984-4247 1984-4255 |
