| Summary: | O diálogo entre a Antropologia e o curso de Serviço Social, proposto neste ensaio, discute a interseccionalidade como possibilidade de compreensão do avanço do ultraconservadorismo e do ultraliberalismo na emergência da crise humanitária de 2020. Na América Latina, a pandemia do vírus SARS-CoV-2, causadora do adoecimento em massa da população, eclode colocando em xeque o que seja a humanidade, atingindo diretamente as populações negra, indígena e periférica, aquelas que, historicamente, são alvos das estratégias de dominação sobre o chamado terceiro mundo. As opressões se interseccionam; contudo, são invisibilizadas pela categoria universalizante de humano que orienta políticas autoritárias. O campo hermenêutico da interseccionalidade está sendo acionado pela abordagem antropológica como uma ferramenta analítica dos marcadores sociais das diferenças e das desigualdades, com vistas a desvelar os principais grupos ameaçados pela pandemia. Espera-se contribuir com a reflexão crítica na formação do assistente social na e para a Amazônia.
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