Desafios da equipe de Saúde da Família no cuidado à pessoa idosa com doença de Alzheimer e ao cuidador

Resumo Objetivo O estudo buscou descrever os desafios enfrentados pela equipe Saúde da Família no cuidado à pessoa idosa com doença de Alzheimer e ao cuidador. Método Realizou-se uma pesquisa qualitativa do tipo Estudo de Caso, da qual participaram profissionais de saúde vinculados a equipes de...

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Bibliographic Details
Published in:Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Main Authors: Lucas Samuel Araújo da Costa, Cleber Ronald Inácio dos Santos
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) , Universidade Aberta a Terceira Idade (UnAti) 2025-04-01
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232025000100216&lng=pt&tlng=pt
Description
Summary:Resumo Objetivo O estudo buscou descrever os desafios enfrentados pela equipe Saúde da Família no cuidado à pessoa idosa com doença de Alzheimer e ao cuidador. Método Realizou-se uma pesquisa qualitativa do tipo Estudo de Caso, da qual participaram profissionais de saúde vinculados a equipes de Saúde da Família de Rio Branco, AC, Brasil e cuidadores de pessoas idosas com doença de Alzheimer residentes nesse município. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas, sistematizados através da técnica do Discurso do Sujeito Coletivo e analisados segundo os preceitos da Teoria das Representações Sociais. Resultados Foi constatado que fatores como a escassez de pessoal e materiais somaram-se à sobrecarga do serviço ambulatorial na gênese de um cuidado generalista e descontinuado. Ademais, evidenciou-se o predomínio de ações empíricas, sobretudo devido ao deficit na formação técnica dos profissionais da Estratégia de Saúde da Família, os quais, veem-se frequentemente desamparados frente a baixa acessibilidade das equipes multiprofissionais ao demandarem auxílio na condução de casos mais complexos. Conclusão O atual perfil da atenção demonstra cuidado fragmentado, insuficiente em viabilizar o acesso aos serviços e dependente da atuação das equipes multiprofissionais, implicando atos empíricos e não coordenados que, se em alguns casos mostram-se adequados ao manejo da doença de Alzheimer, em outros, podem ser pouco efetivos, deixando a pessoa idosa, seu cuidador e o núcleo familiar desamparados frente à doença e seus agravos.
ISSN:1981-2256