| Summary: | O presente artigo elucida a institucionalização da religião umbanda branca como secularização e apropriação cultural no processo de industrialização do Brasil no início do século XX. Neste sentido, demonstraremos que, do ponto de vista histórico, a umbanda como prática religiosa é plural, definida a partir de uma disputa política entre grupos que a reivindicam como culto ancestral e grupos que a reivindicam como religião espírita. Este artigo também se propõe a demonstrar a linha tênue entre apropriação cultural e o silenciamento de cultos como as macumbas e as quimbandas, evidenciando o modo com que aspectos dos referenciados sistemas espirituais foram esvaziados e adaptados aos interesses da branquitude.
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