| 要約: | RESUMO Objetivo descrever características sociodemográficas de indivíduos com esclerose múltipla, correlacionar e comparar a fadiga, desvantagem vocal e a qualidade de vida em voz de indivíduos com e sem a doença. Método Estudo transversal, quantitativo e com 52 voluntários com esclerose múltipla e 52 voluntários-controle, pareados por sexo, idade e escolaridade. Dados sociodemográficos e clínicos foram coletados com questionário e análise de prontuários. Os participantes responderam ao Índice de Desvantagem Vocal reduzido (IDV-10), Índice de Fadiga Vocal (IFV) e Qualidade de Vida em Voz (QVV). Análises correlacionais e comparativas foram realizadas, com um nível de significância de 5% (p<0,05). Resultado Maior predomínio de participantes diagnosticados com esclerose múltipla do sexo feminino, média de 40 anos, ensino médio completo e curso da doença do tipo remitente-recorrente. Houve correlação positiva entre a desvantagem e a fadiga vocal, e correlação negativa entre a desvantagem e fadiga vocal com a qualidade de vida em voz em ambos os grupos. Além disso, os participantes com esclerose múltipla ultrapassaram as notas de corte do IDV-10 e do IFV e ficaram abaixo da nota de corte do QVV. Conclusão Houve prevalência da doença em indivíduos jovens do sexo feminino, escolarizados e do tipo remitente-recorrente. Quanto maior a desvantagem e/ou a fadiga vocal, menor é a qualidade de vida em voz em ambos os grupos. No entanto, pessoas com esclerose múltipla autorreferem maior desvantagem e fadiga vocal, além de menor qualidade de vida relacionada à voz.
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