| Summary: | O objetivo desse artigo é mobilizar a interseccionalidade enquanto teoria crítica para refletir sobre o trabalho doméstico realizado por mulheres. Nesse sentido, a interseccionalidade aparece como análise social crítica e também como ação social, que nesse caso volta-se para o debate sobre liberdade e emancipação. Parte-se de uma problematização das abordagens feministas marxianas, que usualmente, adotam como ponto crucial a distinção entre trabalho remunerado e não-remunerado e, ao mesmo tempo, centram suas análises a partir da perspectiva da “dona de casa”. Em oposição, baseando-se na análise das desigualdades intragênero existentes nesse tipo de trabalho, reconstrói-se a sua crítica, enfatizando que esse tipo de atividade se encontra no entrecruzamento de formas de opressão.
|