Associação entre peso ao nascer, idade gestacional e diagnósticos secundários na permanência hospitalar de recém-nascidos prematuros

Objetivo: verificar a associação entre peso ao nascer, idade gestacional e diagnósticos médicos secundários no tempo de permanência hospitalar de recém-nascidos prematuros. Métodos: estudo transversal, com 1.329 prontuários de recém-nascidos no período de julho de 2012 a setembro de 2015, em dois ho...

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Bibliographic Details
Published in:REME: Revista Mineira de Enfermagem
Main Authors: Marina Dayrell de Oliveira Lima, Ariene Silva do Carmo, Thales Philipe Rodrigues Silva, Lorena Medreiros de Almeida Mateus, Juliana de Oliveira Marcatto, Fernanda Penido Matozinhos, Ana Cláudia Abreu, Renato Camargo Couto, Tânia Moreira Grillo Pedrosa
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Minas Gerais 2022-04-01
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/38663
Description
Summary:Objetivo: verificar a associação entre peso ao nascer, idade gestacional e diagnósticos médicos secundários no tempo de permanência hospitalar de recém-nascidos prematuros. Métodos: estudo transversal, com 1.329 prontuários de recém-nascidos no período de julho de 2012 a setembro de 2015, em dois hospitais de Belo Horizonte, que utilizam o sistema Diagnosis Related Groups Brasil. Para determinar um ponto de corte para o peso ao nascer e a idade gestacional no nascimento que melhor determinasse o tempo de internação foi utilizada a curva Receive Operator Characteristic. Posteriormente, utilizou-se o teste de Análise de Variância e teste de Duncan para a comparação entre a média de tempo de permanência hospitalar. Resultados: a prematuridade sem problemas maiores (DRG792) foi a categoria mais prevalente (43,12%). O maior tempo médio de internação foi de 34,9 dias, identificado entre os recém-nascidos prematuros ou com Síndrome da angústia respiratória (DRG 790). A combinação de menor peso ao nascer e menor IG ao nascimento apresentaram o maior risco de permanência hospitalar, aumentada quando comparados ao demais perfis formados para esse DRG. Conclusão: os achados poderão direcionar a assistência em relação à mobilização de recursos físicos, humanos e de bens de consumo, além da análise crítica de condições que influenciam os desfechos clínicos. A possibilidade da otimização do uso desses recursos hospitalares aliada à melhoria da qualidade dos atendimentos e da segurança dos pacientes está associada a uma minimização do tempo de permanência hospitalar e da carga de morbidade e mortalidade neonatal.
ISSN:1415-2762
2316-9389