Perfil clínico-epidemiológico de traumatismos cranioencefálicos associados a acidentes de trânsito no Sudeste do Pará, na Amazônia brasileira

Introdução: No Brasil, os traumatismos cranioencefálicos (TCEs) representam cerca dois terços de todas as causas de óbitos e são frequentemente associados a acidentes de trânsito, causando sobrecarga dos serviços de média e alta complexidade. Objetivos: Descrever a ocorrência e o perfil clínico-epi...

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Bibliographic Details
Published in:Medicina
Main Authors: Edlainny Araujo Ribeiro, Rogerio Hercules Ferreira, Laura Costa Caixeta, Marilia Jaqueline Lopes Fagundes, Lorrany Karen Batista de Jesus Weber, Alanna Oliveira Teixeira
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade de São Paulo 2023-11-01
Subjects:
Online Access:https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/204038
Description
Summary:Introdução: No Brasil, os traumatismos cranioencefálicos (TCEs) representam cerca dois terços de todas as causas de óbitos e são frequentemente associados a acidentes de trânsito, causando sobrecarga dos serviços de média e alta complexidade. Objetivos: Descrever a ocorrência e o perfil clínico-epidemiológico de TCEs associados a acidentes de trânsito em um hospital regional no Sudeste do Estado do Pará. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo analítico de corte transversal. Baseou-se em dados provenientes do serviço de arquivos médicos e estatísticos de um hospital regional, através da análise de prontuários eletrônicos de pacientes diagnosticados com TCE decorrentes de acidentes de trânsito no período de 2016 a 2020. Resultados: Das 20.077 internações gerais registradas, 4,0% foram associadas à ocorrência de TCE, das quais 75,3% foram diretamente causados por acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. Os casos se concentraram em indivíduos pardos, do sexo masculino, com faixa etária entre 18 e 29 anos, com percentuais de 92,5%, 86% e 39%, respectivamente. Conclusões: A ocorrência de TCEs associados a acidentes automobilísticos é um problema que requer atenção na região. Além disso, verificou-se várias lacunas no preenchimento dos prontuários, o que dificultou a determinação da associação do desfecho, o consumo de álcool e a utilização dos EPIs. No entanto, considerando todas as informações apresentadas, políticas públicas assertivas locais que visem a prevenção podem ser implementadas. E esse pode ser o ponto de partida para promover mudanças que visem mitigação dos acidentes de trânsito e ocupações de leitos por causas evitáveis, impactando na qualidade da assistência em saúde e fatores econômicos.
ISSN:0076-6046
2176-7262