Mary: the locus to speak of the feminine = María: el locus para hablar de lo femenino = Maria: o locus para falar do feminino

A forma como uma cultura compreende a si e sua relação com o sagrado molda não apenas a vida religiosa, mas também um modo de ser e estar no mundo. O mesmo pode ser dito na direção oposta: a esfera religiosa pode ser cooptada pelo antropomorfismo para justificar posições excludentes. Tomando em cons...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Teocomunicação
Main Author: Pinto, Raphael Colvara
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Editora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (EDIPUCRS) 2022-01-01
Subjects:
Online Access:https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/teo/article/view/42913/27543
Description
Summary:A forma como uma cultura compreende a si e sua relação com o sagrado molda não apenas a vida religiosa, mas também um modo de ser e estar no mundo. O mesmo pode ser dito na direção oposta: a esfera religiosa pode ser cooptada pelo antropomorfismo para justificar posições excludentes. Tomando em consideração tal premissa, compreendemos que a misoginia presente em diferentes contextos do Cristianismo foi uma construção histórica que se ancorou em discursos religiosos com a finalidade de legitimar uma hegemonia cultural masculina. Por misoginia, entendemos posturas que engendram discursos e práticas que transformam a mulher em objeto, justificando posturas de inferioridade e submissão. Diante disso, o presente artigo se propõe a investigar o papel que as mesmas desempenharam na Igreja primitiva e como deu-se o seu ocultamento. Propomos, a partir da compreensão do significado de Maria, como mulher e na história da salvação, um olhar positivo para a referida temática
ISSN:0103-314X
1980-6736