Ablação de Fibrilação Atrial: Eletroporação versus Ablação por Radiofrequência de Alta Potência e Curta Duração

Resumo Fundamento O Isolamento da Veia Pulmonar (IVP) é crucial no tratamento de Fibrilação Atrial (FA). Novas tecnologias de ablação, tais como Ablação por Campo Pulsado (ACP) e ablação por radiofrequência de Alta Potência e Curta duração (HPSD, do inglês high-power short-duration) surgiram no la...

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Bibliographic Details
Published in:Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Main Authors: Rita Reis Santos, Rita Amador, Pedro Galvão Santos, Daniel Matos, Gustavo Rodrigues, João Carmo, Francisco Costa, Pedro Carmo, Francisco Morgado, Diogo Cavaco, Mauricio Scanavacca, Pedro Adragão
Format: Article
Language:English
Published: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) 2025-03-01
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2025000200310&tlng=en
Description
Summary:Resumo Fundamento O Isolamento da Veia Pulmonar (IVP) é crucial no tratamento de Fibrilação Atrial (FA). Novas tecnologias de ablação, tais como Ablação por Campo Pulsado (ACP) e ablação por radiofrequência de Alta Potência e Curta duração (HPSD, do inglês high-power short-duration) surgiram no laboratório de eletrofisiologia. No entanto, não há estudos comparando os desfechos dessas abordagens. Objetivo Comparar a eficácia, a segurança da ACP e da ablação por HPSD em pacientes com FA sintomática. Métodos Estudo retrospectivo, unicêntrico, de pacientes consecutivos submetidos ao IPP com ACP ou HPSD entre maio e dezembro de 2022. Foram analisados dados demográficos, dados relacionados ao procedimento, e recorrência de FA durante o seguimento. Foi realizada análise comparativa entre as duas técnicas. Um valor de p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Resultados Foram incluídos 101 pacientes (61±11 anos, 75% homens); 56% dos pacientes apresentaram FA paroxística e 19% foram submetidos a uma segunda ablação. Quarenta e cinco porcento dos pacientes foram submetidos à ablação por HPSD e 55% à ACP. Na comparação entre a ablação por HPSD e ACP, a primeira técnica apresentou um menor tempo de fluoroscopia [5min (IIQ 3-7min] vs. 13min (IQR 10-16min), p<0,001], porém um tempo de procedimento mais longo [97min (IQR 75-142) vs. 88min (IQR 66-111), p=0,13]. O Isolamento da Parede Posterior (IPP) foi realizado em cinco (11%) dos pacientes submetidos à ablação por HPSD vs. 20 (36%) dos submetidos à ACP (p=0,004). Houve somente um caso de complicação maior, um paciente com tamponamento cardíaco após a ACP, tratado com pericardiocentese. Ao longo do período de acompanhamento [384 (IIQ 341 -545) dias], 76 pacientes (75%) encontravam-se em ritmo sinusal, e 25% dos pacientes sofreram recorrência de FA (10 pacientes no grupo ACP e 15 no grupo HPSD, p=0,06). Conclusões Observou-se que tanto a ACP como a ablação por HPSD é um procedimento viável e seguro. A ACP resultou em tempos mais curtos de procedimento e menores taxas de recorrência de FA, principalmente quando o IPP foi realizado. Embora avaliações no mundo real sejam ainda escassas, ambas as técnicas parecem eficientes, com uma baixa taxa de recorrência de FA.
ISSN:1678-4170