OLHAR MATERNO: O ENVOLVIMENTO DO PAI NA VIDA DO(A) FILHO(A) COM AUTISMO

Este estudo teve como objetivo conhecer a percepção da mãe sobre o envolvimento do pai na vida do(a) filho(a) que apresenta o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Participaram da pesquisa 27 mães de crianças com TEA. Realizou-se entrevista semiestruturada, que foi gravada e transcri...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Psicologia em Estudo
Main Authors: Pâmela Schultz Danzmann, Rosani Viera Lunardi, Luciane Najar Smeha
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual de Maringá 2024-08-01
Subjects:
Online Access:https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/PsicolEstud/article/view/55626
Description
Summary:Este estudo teve como objetivo conhecer a percepção da mãe sobre o envolvimento do pai na vida do(a) filho(a) que apresenta o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Participaram da pesquisa 27 mães de crianças com TEA. Realizou-se entrevista semiestruturada, que foi gravada e transcrita na íntegra. Após a leitura, o material obtido foi submetido à análise de conteúdo, com base no conceito de envolvimento paterno. As categorias finais foram delineadas, considerando os três aspectos que compõem o conceito: acessibilidade, responsabilidade e interação. Os resultados revelaram que a percepção das mães sobre o envolvimento paterno varia de caso a caso. Algumas referiram não haver envolvimento do pai; a maioria sinalizou envolvimento parcial e poucas, um envolvimento total, o qual abarcaria as três instâncias estudadas. Percebeu-se que ao relatar um bom envolvimento dos pais, as mães também mencionaram harmonia e diálogo no relacionamento do casal. Por isso, é possível supor que o envolvimento parental do pai está relacionado com a presença de preditores de satisfação conjugal e a boa aceitação do pai quanto ao diagnóstico de TEA. Assim, na ausência de envolvimento ou quando ele ocorre parcialmente, a mãe tende a assumir ainda mais o atendimento às necessidades do(a) filho(a), podendo haver a sobrecarga de responsabilidades e, por isso, mais riscos de desenvolver um transtorno psíquico.
ISSN:1413-7372
1807-0329