| Summary: | Aqui examinamos as potencialidades do futebol comunitário como um espaço onde mulheres adultas, no início da carreira advocatícia, negociam o senso de pertencimento à categoria profissional e ao direito ao lazer. Entender os sentidos de pertencimento e as barreiras enfrentadas pelas mulheres ao praticarem futebol na idade adulta ressalta os obstáculos e as oportunidades que o esporte apresenta durante um período em que a participação feminina tende a diminuir, devido à concorrência de tempo com carreiras, trabalho e responsabilidades domésticas, demonstrando intersecções de gênero e classe nas experiências delas. Jogar futebol nesse contexto é desafiar as expectativas em torno da feminilidade das mulheres advogadas, ao mesmo tempo que ratificar aspectos próprios do campo profissional que elas ocupam, reafirmando valores relacionados à meritocracia e à disciplina, compondo uma feminilidade “empoderada”. Com isso, transitam e se redesenham pelos espaços profissionais, chamando a atenção para os regimes de poder que operam dentro da retórica neoliberal pós-feminista.
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