A Geografia Física e o objeto complexo: algumas flexibilizações do processual.

  O objeto complexo refere-se ao reconhecimento, enquanto princípio, ou paradigma, de que o objeto do conhecimento científico é uma entidade complexa, em ampliação à visão de objeto simples herdada da Renascença e Iluminismo. A Geografia sempre viveu a influência paradigmática moderna. Em prossegu...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Geosul
Main Authors: Rodrigo Dutra Gomes, Antonio Carlos Vitte
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2010-01-01
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/view/21369
Description
Summary:  O objeto complexo refere-se ao reconhecimento, enquanto princípio, ou paradigma, de que o objeto do conhecimento científico é uma entidade complexa, em ampliação à visão de objeto simples herdada da Renascença e Iluminismo. A Geografia sempre viveu a influência paradigmática moderna. Em prosseguimento ao século XIX, os avanços iniciais do século XX que corroboraram essa ampliação, como a Relatividade, Teoria Quântica e Teorias Sistêmicas etc, foram refletidas na Geografia pelos protagonistas da Revolução Quantitativo e Teorética, e na Geografia Física, por exemplo, pelas proposições de A. Strahler na Geomorfologia, ambos na década de 50. O avanço de campos como os Sistemas Dinâmicos Não-Lineares e Física do Não-equilíbrio, contextualizados nos sistemas dinâmicos complexos, trazem a corroboração da complexidade do objeto do conhecimento. Flexibiliza-se, numa realidade fundamentalmente 'processual', as referências duais do conhecimento que são vividas dicotomicamente. Pretende-se, de forma breve, apresentar este contexto e algumas influências na Geografia Física com realce para a Geomorfologia. Para este sub-campo, em expressão à uma tendência geral, reconhece-se a flexibilização e fluidez das entidades forma/processo e abordagens geohistóricas/funcionais-dinâmicas, em favor de uma perspectiva organizacional.
ISSN:2177-5230