Compreendendo a pregorexia e a influência dos transtornos alimentares na gestação

A gravidez é um período de diversas mudanças, onde muitas mulheres têm dificuldades em lidar com as emoções inerentes ao seu estado e, somados a comportamentos alimentares inadequados, podem evoluir para o desenvolvimento de transtornos alimentares (TA), que na gestação são reunidos sob o termo preg...

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Bibliographic Details
Published in:Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento
Main Authors: Suellen Marques Pereira, Ana Paula Rocha de Melo, Raquel Araújo de Santana, Andrea Cristina Cosme de Amorim Saraiva, Marcele Mariah Torres dos Santos, Maria Victoria Santana da Costa, Carmem Lygia Burgos Ambrósio
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercício 2024-12-01
Subjects:
Online Access:https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/2540
Description
Summary:A gravidez é um período de diversas mudanças, onde muitas mulheres têm dificuldades em lidar com as emoções inerentes ao seu estado e, somados a comportamentos alimentares inadequados, podem evoluir para o desenvolvimento de transtornos alimentares (TA), que na gestação são reunidos sob o termo pregorexia. A presença deste conjunto de problemas interfere na saúde da mulher e do bebê no período pré e pós-natal. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo averiguar o comportamento alimentar de gestantes atendidas em um consultório de nutrição materno-infantil em Recife-PE. Na coleta de dados primários, durante a consulta, as gestantes responderam ao Teste de Atitude Alimentar 26 (Eating Attitudes Test 26 - EAT 26), questionário de dados socioeconômicos e antropométricos. Já os dados secundários consistiram nos resultados de exames bioquímicos provenientes dos prontuários das pacientes. Participaram da pesquisa 19 gestantes sem diagnóstico de TA, porém, 10,5% obtiveram pontuação sugestiva de transtorno. Quanto ao estado nutricional, a maioria possuía IMC adequado no período pré-gestacional (63,2%) e gestacional (47,4%) e algumas apresentaram alterações nos resultados bioquímicos. Sobre os dados socioeconômicos, a maioria tinha ensino superior completo (94,7%) e renda familiar igual ou superior a 5 salários-mínimos (94,7%), eram primíparas (87,5%) com idade entre 30-39 anos (89,5%) e com rede de apoio no puerpério (94,7%). Assim, a presente pesquisa constatou a presença de comportamento alimentar de risco de pregorexia, apesar de a maioria das gestantes ter apresentado um estado nutricional adequado.
ISSN:1981-9919