| Summary: | No cenário da sociedade informacional positiva, a dominação se revela como uma liberdade de comunicação, onde as técnicas de poder neoliberais são assimiladas. Não importa se o influenciador atua no universo fitness, da beleza, das viagens ou da política; a incessante evocação de liberdade, criatividade e autenticidade está sempre presente. As publicidades, que se entrelaçam com suas performances, não transmite a sensação de monotonia. No Brasil, temos testemunhado políticos que se metamorfoseiam em influenciadores, sendo venerados como verdadeiros ícones; a política se resume a encenações midiáticas de grande escala. Nos debates televisivos, o foco não repousa nos argumentos, mas no desempenho. O discurso se transforma em espetáculo e propaganda, prevalecendo informações que engajam mais do que os mais robustos argumentos. O propósito deste texto é refletir como as mídias digitais se configuram como um palco onde sujeitos interagem com robôs de opinião, enquanto indivíduos se deixam influenciar por eles, cujas intenções permanecem encobertas. Para esta análise, utilizaremos as obras do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han.
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