VISAGENS E ASSOMBRAÇÕES NO RECIFE VELHO: SOBRE O FANTÁSTICO, A ALEGORIA E A HISTÓRIA

O presente artigo busca refletir sobre os condicionantes teóricos da literatura fantástica e como a alegoria auxilia em sua compreensão na contemporaneidade. A problematização deste tropo no livro Introdução à literatura fantástica, de Tzvetan Todorov, e a ascensão do recurso alegórico como categori...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Revista Criação & Crítica
Main Author: João Batista Pereira
Format: Article
Language:Spanish
Published: Universidade de São Paulo 2014-12-01
Subjects:
Online Access:http://www.revistas.usp.br/criacaoecritica/article/view/83611
Description
Summary:O presente artigo busca refletir sobre os condicionantes teóricos da literatura fantástica e como a alegoria auxilia em sua compreensão na contemporaneidade. A problematização deste tropo no livro Introdução à literatura fantástica, de Tzvetan Todorov, e a ascensão do recurso alegórico como categoria hermenêutica, antevista na Origem do drama trágico alemão, por Walter Benjamin, permitem vislumbrar o fantástico com maior sentido e amplitude estética. À luz dessa perspectiva, a análise do relato “No riacho da Prata”, de Gilberto Freyre, revelou-se basilar ao restituir importância à história na apreciação daquele gênero literário. Em oposição ao que preconiza Todorov concluímos que, ao atribuir significação às emanações do contexto, não se inviabiliza a recepção do insólito e do sobrenatural contidos no texto, mantendo-se a hesitação do leitor ante a um acontecimento inexplicável quando apreendido pelas leis da realidade.
ISSN:1984-1124