| Summary: | Justificativa e Objetivos: A transição de via de antimicrobianos da endovenosa para oral é uma intervenção de fácil implementação, capaz de gerar economia de recursos, de tempo de serviço da enfermagem e contribuir para o impacto da resistência antimicrobiana, entretanto, ela não acontece no momento oportuno para os pacientes hospitalizados. Face ao exposto, o objetivo deste estudo é identificar as barreiras e facilitadores da transição de via de antimicrobianos sob a perspectiva de enfermeiros, farmacêuticos e médicos. Métodos: Estudo do tipo survey online, descritivo e de abordagem quantitativa, realizado no município de São Carlos, São Paulo, Brasil, com enfermeiros, farmacêuticos e médicos assistenciais que atuam em ambiente hospitalar. A coleta de dados foi feita a partir da disponibilização de questionário online. Foi realizada análise descritiva dos dados, a partir de tabelas de frequência absoluta e relativa. Resultados:Responderam o questionário 167 participantes, sendo 79 (47,3%) farmacêuticos, 71 (42,5%) enfermeiros e 17 (10,2%) médicos. As principais barreiras apontadas pelos participantes foram ausência de medicamento com biodisponibilidade oral adequada (76%), falta de engajamento dos prescritores (74%) e medicamento via oral não disponível na instituição (74%). Já os facilitadores foram a possibilidade de alta hospitalar (85%), serviço de controle de infecção hospitalar atuante na instituição (82%) e custo (81%). Conclusão: O presente estudo identificou as barreiras e facilitadores que contribuem para a elaboração de estratégias institucionais dentro dos Programas de Gerenciamento de Antimicrobianos, possibilitando que a transição de via aconteça em momento oportuno e com segurança. As principais barreiras encontradas incluem a ausência de opção oral com biodisponibilidade adequada e falta de engajamento dos prescritores. A redução de custos, possibilidade de alta precoce e presença de comissão de controle de infecção hospitalar atuante foram os principais facilitadores encontrados.
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