| Summary: | Objetivos: Determinar a prevalência da opacificação incidental da mastóide (OIM) na população pediátrica de um hospital. Verificar que situações motivaram referenciação à Otorrinolaringologia e averiguar a existência de patologia otológica.
Desenho do estudo: Estudo retrospetivo
Material e métodos: Foram analisadas as imagens de tomografia computorizada crânio-encefálica, seios perinasais e osso temporal realizadas ao longo de 2 anos em indivíduos com idade <18 anos. Excluíram-se exames requeridos por indicação otológica ou traumatismo. Avaliou-se, nos 650 exames, o grau de OIM.
Resultados e Conclusões: A prevalência de OIM foi de 10,9% (71/650). Este valor foi significativamente maior em crianças com idade ≤8 anos (22,9%; 42/183); p=0,03. Verificou-se associação forte entre OIM e hipertrofia adenoideia em crianças com menos de 8 anos (eta=0,879). A taxa de referenciação formal à especialidade de ORL foi de 29,6% (21/71). Estas crianças foram avaliadas e não se verificou nenhum caso de patologia otológica a necessitar de tratamento. A OIM raramente é patológica e não deve ser sobrevalorizada.
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