Avaliação da biocompatibilidade de uma membrana de pericárdio bovino acelular e seu potencial como carreador de osteoblastos

A biocompatibilidade de uma membrana de pericárdio bovino foi avaliada em tecido subcutâneo de camundongos 3, 7, 15, 30 e 60 dias após a implantação. Os componentes celulares da resposta inflamatória, a degradação da membrana e as características do colágeno foram analisadas em cortes histológicos c...

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Bibliographic Details
Published in:Brazilian Dental Science
Main Authors: Kellen Cristina da Silva Gasque, Rodrigo Cardoso de Oliveira, Daniela Ceolin, Tânia Mary Cestari, Rumio Taga, Eulázio M. Taga, Alysson Corêa, Katiúcia Batista Paiva, Christina Maeda Takyia, José Mauro Granjeiro
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual Paulista 2010-08-01
Online Access:https://ojs.ict.unesp.br/index.php/cob/article/view/315
Description
Summary:A biocompatibilidade de uma membrana de pericárdio bovino foi avaliada em tecido subcutâneo de camundongos 3, 7, 15, 30 e 60 dias após a implantação. Os componentes celulares da resposta inflamatória, a degradação da membrana e as características do colágeno foram analisadas em cortes histológicos corados pela hematoxilina-eosina, tricrômico de Masson e Picro-Sírius, respectivamente. Para verificar seu potencial como carreador celular, osteoblastos humanos (hFOB1.19, ATCC) foram semeados sobre a membrana e mantidos em DMEM/F12 por 7 dias. Os resultados in vitro mostraram que os osteoblastos proliferaram em monocamada na superfície da membrana, mas sem penetrar em seu interior. A análise dos cortes histológicos demonstrou 3 dias após a implantação apenas a formação da rede de fibrina. Aos 7 dias, o material implantado estava circundado por células inflamatórias mononucleares, com pouca penetração celular no seu interior. Após 15 dias foi observado um intenso infiltrado inflamatório em contato e dentro do material, bem como sinais de degradação interna e externa. No período de 30 dias, o material, em processo bastante avançado de absorção, estava totalmente tomado por fibroblastos e macrófagos. Aos 60 dias pós-implantação, o material não foi mais detectado em quaisquer dos animais e a tecido subcutâneo apresentava-se normal. Os cortes corados com Picro-Sírius e observados sob luz polarizada mostraram o remodelamento tecidual. Em conclusão, a membrana de pericárdio é bioabsorvível e biocompatível, porém, in vitro, não proporciona uma adequada matriz tridimensional para osteoblastos.
ISSN:2178-6011