| Summary: | Objetivo: Determinar a incidência de epistáxis pós cirurgia nasal assim como possíveis fatores de risco para a ocorrência da mesma.
Material e Métodos: Estudo retrospectivo dos doentes submetidos a cirurgia nasal no serviço de Otorrinolaringologia do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho num período de 16 meses.
Resultados: Foram considerados um total de 412 doentes. A incidência de epistáxis foi de 4,6%. As cirurgias que mais frequentemente apresentaram hemorragia foram a septoplastia (57,9%) seguida da septoplastia com cirurgia endoscópica nasossinusal (31,6%). Dos possíveis fatores de risco estudados apenas o tipo de tamponamento apresentou uma associação estatisticamente significativa com a ocorrência de epistáxis (p=0,011).
Conclusão: A epistáxis pós cirurgia nasal é um evento infrequente. Alguns dos fatores considerados classicamente de risco para a ocorrência de epistáxis em doentes sem história de cirurgia nasal prévia poderão não se aplicar à hemorragia que ocorre após a sua realização.
|