A marcação da modalidade deôntica no paresi

Neste artigo, apresentamos uma descrição e análise da partícula maika em Paresi, uma língua indígena falada por aproximadamente 3000 pessoas no estado do Mato Grosso. Nossa pesquisa teve por base dados retirados de textos ou elaborados por consultores falantes nativos do Paresi. Nosso aporte teórico...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Fórum Linguístico
Main Authors: Núbia Ferreira Rech, Ana Paula Brandão
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-graduação em Linguística 2018-04-01
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/forum/article/view/51173
Description
Summary:Neste artigo, apresentamos uma descrição e análise da partícula maika em Paresi, uma língua indígena falada por aproximadamente 3000 pessoas no estado do Mato Grosso. Nossa pesquisa teve por base dados retirados de textos ou elaborados por consultores falantes nativos do Paresi. Nosso aporte teórico foi os estudos de Brennan (1993), Hacquard (2006, 2010), Palmer (1986), von Fintel (2006), Pires de Oliveira e Rech (2016) e Rech e Varaschin (2017, no prelo). Constatamos que o Paresi apresenta marcações distintas para as modalidades deôntica e epistêmica. Estas são expressas através de partículas: maika e kala, respectivamente. Nossa análise, ainda em etapa inicial, sinaliza que maika corresponde a uma partícula indicadora de modalidade deôntica do tipo ought-to-be, quando ocorre com segunda pessoa; e ought-to-do, quando ocorre com terceira pessoa.
ISSN:1415-8698
1984-8412