| Summary: | Em diferentes países, lideranças reacionárias têm aparecido como única alternativa possível à crise da democracia liberal. Este trabalho pretende contribuir para a compreensão dos limites de uma estratégia de transformação radicalmente democrática que conte com a adesão dos trabalhadores mais pobres na periferia do capitalismo, o que é feito por meio de uma pesquisa de inspiração etnográfica junto ao MTST-SP, um movimento eficaz na mobilização popular pela luta por direitos sociais. No entanto, a pesquisa descrita a seguir revela como ao mesmo tempo em que desestabiliza a ordem ao organizar trabalhadores atomizados, é na acomodação com o sistema político e econômico que o MTST pode avançar. A interpretação dessa relação ambígua com a ordem ajuda a entender os constrangimentos de uma ação política fundada na participação ativa de camadas populares hostis ao conflito com instituições e valores estabelecidos.
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