| Summary: | Este artigo apresenta um panorama sintético da teoria política de G. W. F. Hegel e sua influência na ideia moderna de Estado-nação. Partimos de apontamentos biográficos, situamos a obra e o método hegelianos (dialética), discutimos a recepção crítica (de Schopenhauer a Popper e Marcuse) e examinamos, à luz de Montesquieu e de leituras contemporâneas, quatro eixos: (i) a metodologia histórico-geográfica; (ii) o critério de classificação das formas de governo; (iii) a relação entre constituição e espírito do povo; e (iv) as condições de possibilidade da monarquia constitucional e o papel da sociedade civil. O artigo encerra com considerações críticas sobre o eurocentrismo em Hegel e sobre a persistência -inaceitável- de passagens racistas em autores clássicos, tema abordado como exercício de vigilância ética.
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