A lógica da obliteração como repertório: o embranquecimento reencenado ao longo da memória arquival de Aquarius
A versão jovem de Clara, personagem do longa-metragem Aquarius, é interpretada por Bárbara Colen (uma mulher autodeclarada negra) e, quando mais velha, é vivida por Sônia Braga (uma mulher autodeclarada branca). Este artigo pretende pensar os elementos estéticos, afetivos e narrativos que mediam a...
| Published in: | Revista Contracampo |
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| Main Author: | |
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Programa de Pós-Graduação em Comunicação
2022-12-01
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| Online Access: | https://periodicos.uff.br/contracampo/article/view/52842 |
| Summary: | A versão jovem de Clara, personagem do longa-metragem Aquarius, é interpretada por Bárbara Colen (uma mulher autodeclarada negra) e, quando mais velha, é vivida por Sônia Braga (uma mulher autodeclarada branca). Este artigo pretende pensar os elementos estéticos, afetivos e narrativos que mediam a branquitude e a negritude quando conveniente, e com isso, obliteram traços racializados não-brancos de uma corpo-subjetividade negra. Para tal, as cenas do filme foram justapostas à arquivos extra-fílmicos que trazem imagens das duas atrizes. Assim, propõe-se com o caso de Clara vislumbrar parte do projeto de embranquecimento brasileiro como uma memória incorporada que deságua nos responsáveis pela pré-produção, desenvolvimento cinematográfico e produções midiáticas parabólicas do filme.
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| ISSN: | 1414-7483 2238-2577 |
