Política psiquiátrica e agência religiosa: notas sobre caixas-pretas, o lúdico e a noção de in(ter)venção em saúde mental

Este artigo reflete sobre complexidades e caixas-pretas como Bruno Latour elaborou, aqui para as políticas de saúde mental no Brasil. Caixas-pretas são ‘máquinas’ que não se consegue destrinchar, panaceia de complexidades. O que abordo é uma caixa-preta dos estudos, e como decorrência, da intervençã...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Revista NUPEM
Main Author: Alberto Groisman
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual do Paraná 2019-09-01
Subjects:
Online Access:https://periodicos.unespar.edu.br/index.php/nupem/article/view/5734
Description
Summary:Este artigo reflete sobre complexidades e caixas-pretas como Bruno Latour elaborou, aqui para as políticas de saúde mental no Brasil. Caixas-pretas são ‘máquinas’ que não se consegue destrinchar, panaceia de complexidades. O que abordo é uma caixa-preta dos estudos, e como decorrência, da intervenção, em saúde mental. Discuto a (des)articulação deletéria entre atitude e conduta a partir de um olhar semantizado pelas noções de práxis psiquiátrica, práxis terapêutica e agência religiosa. O ponto de partida digamos explorativo da reflexão é considerar que há nesta (des)articulação um regime estabelecido por inconsistências empíricas e epistemológicas, condicionado pelo jogo que chamei in(ter)venção, partindo da contribuição de Roy Wagner, e para considerar que intervenção e invenção são dispositivos articulados e inseparáveis.
ISSN:2175-7429
2176-7912