| Summary: | Uma criança de 3 anos de idade recebeu o diagnóstico clínico de hanseníase multibacilar e iniciou poliquimioterapia, evoluindo após 2 meses com placas eritêmato--violáceas, foveolares, disseminadas. Sua mãe foi diagnosticada com hanseníase na faixa virchoviana há 1 ano e nesta ocasião a criança recebeu vacina BCG. A reavaliação clínica e os exames complementares da criança confirmaram hanseníase dimorfa com reação reversa, com baciloscopia de 3+, com bacilos granulosos. Este caso mostra algumas peculiaridades, como a presença de hanseníase multibacilar nesta faixa etária, fato incomum, devido ao longo período de incubação da doença; bem como demonstra que a vacina BCG não modificou a evolução natural da doença, pois a criança
já apresentava a doença em fase avançada. Os autores discutem alguns aspectos da hanseníase na infância, como a epidemiologia, fatores de risco, recursos diagnósticos e reforçam a importância da avaliação e do diagnóstico precoce de crianças contactantes de portadores de hanseníase, assim como do acompanhamento regular e de medidas de prevenção de incapacidades.
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