| Summary: | O objetivo nesse estudo foi analisar o letramento em saúde de adultos e idosos sobre a automedicação, bem como avaliar a prática e suas complicações clínicas. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, quantitativo, realizado na atenção primária à saúde no Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado um instrumento estruturado composto por 41 questões. Com auxílio dos softwares Bioestart 5.0 e Epi info 7.2.5.0 foi realizada a estatística descritiva e análise bivariada dos dados (p<0,05). Dos 241 usuários entrevistados, 89% disseram que tomam medicamento por conta própria. Quando questionados sobre a prática e as complicações clínicas da automedicação, 86% não tinham conhecimento. Nos últimos 15 dias, 83% havia se medicado sem a prescrição do profissional de saúde. A variável dependente (sabe o que significa automedicação e suas consequências para saúde) teve associação estatisticamente significante com a escolaridade (p<0,001), renda familiar (p<0,007), profissão (p<0,001), local de residência (p<0,013) e estoque domiciliar (p<0,011). Conclui-se que a prática da automedicação foi realizada por mais da metade dos entrevistados, no qual indivíduos com nível de escolaridade maior, residentes da zona urbana que ocupavam cargos públicos tiveram o hábito de se medicar por conta própria de forma mais acentuada.
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