O suicídio pode ser considerado um exercício de autonomia?

Em uma era expressivamente tecnológica, a morte segue como um tabu, e o suicídio, em especial, carrega forte carga de preconceitos que recai sobre os envolvidos, familiares e sobreviventes de tentativas. As percepções sobre o ato suicida variam de acordo com o espaço e o momento histórico, mas os su...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Revista Iberoamericana de Bioética
Main Authors: Daniela Cerqueira Campos Vieira, Gisele Gobbetti
Format: Article
Language:English
Published: Universidad Pontificia Comillas 2025-07-01
Subjects:
Online Access:https://revistas.comillas.edu/index.php/bioetica-revista-iberoamericana/article/view/21827
Description
Summary:Em uma era expressivamente tecnológica, a morte segue como um tabu, e o suicídio, em especial, carrega forte carga de preconceitos que recai sobre os envolvidos, familiares e sobreviventes de tentativas. As percepções sobre o ato suicida variam de acordo com o espaço e o momento histórico, mas os suicídios ou as suas tentativas são um problema de saúde pública. As intervenções sociais possíveis esbarram em questões éticas frente à autonomia do indivíduo. Será o suicídio um exercício pleno de autonomia ou existem outras influências que comprometam a capacidade de decisão do indivíduo? O objetivo deste estudo foi uma reflexão bioética sobre o suicídio por meio de uma revisão narrativa da literatura, que incluiu textos sobre conceitos, estatísticas, estratégias de prevenção e bioética. Sem uma sonora resposta de amparo para cada pedido de socorro no silêncio eloquente de um suicida potencial ou efetivo, não é possível falar em autonomia no comportamento suicida.
ISSN:2529-9573