Constituição do discurso da autonomia de idosas no cotidiano de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos

Resumo Objetivo analisar a constituição do discurso da autonomia da pessoa idosa em uma Instituição de Longa Permanência, na perspectiva de profissionais e de idosas institucionalizadas. Método pesquisa qualitativa, desenvolvida na perspectiva do referencial pós-estruturalista, realizada em uma...

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Bibliographic Details
Published in:Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Main Authors: Isadora Queiroz Correa Garchet Furtado, Isabela Silva Câncio Velloso, Carolina Sales Galdino
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) , Universidade Aberta a Terceira Idade (UnAti) 2021-10-01
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232021000300201&tlng=pt
Description
Summary:Resumo Objetivo analisar a constituição do discurso da autonomia da pessoa idosa em uma Instituição de Longa Permanência, na perspectiva de profissionais e de idosas institucionalizadas. Método pesquisa qualitativa, desenvolvida na perspectiva do referencial pós-estruturalista, realizada em uma instituição filantrópica da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Os dados foram coletados no período de janeiro a março de 2018, por meio de entrevista semiestruturada, com 13 profissionais e sete idosas, análise documental e observação e foram submetidos à análise de discurso. Resultados os efeitos da institucionalização na constituição da autonomia das idosas pode ser observado nos discursos das idosas e dos profissionais. A Instituição se constitui num local de disciplina, com rotinas bem estabelecidas, com pouco espaço para a tomada de decisão das idosas. Sua autonomia fica esquecida, pois as rotinas, de certa forma, encobrem seus desejos, suas escolhas e sua própria liberdade. Conclusão para um funcionamento adequado da estrutura, limites e regras fazem-se necessários. Entretanto, é importante considerar que as normas não são utilizadas, unicamente, como instrumento de controle e cerceamento do exercício de tomada de decisão das idosas. A transição epidemiológica exige das instituições mudanças em suas práticas cotidianas, advindas de políticas públicas específicas para as instituições, com a definição clara de seu papel e diretrizes para uma prática qualificada.
ISSN:1981-2256