TERRITÓRIO SAGRADO: EXÍLIO, DIÁSPORA E RECONQUISTA KRENAK NO VALE DO RIO DOCE, RESPLENDOR, MG
Os Krenak, remanescentes dos antigos botocudos, passaram por várias investidas governamentais que pretendiam a eliminação ou a civilização dos nativos. As primeiras ações do Estado foram fundamentadas na edição da Carta Régia de 1808, que estabeleceu as Divisões Militares do rio Doce com o intuito d...
| الحاوية / القاعدة: | Boletim Goiano de Geografia |
|---|---|
| المؤلفون الرئيسيون: | , |
| التنسيق: | مقال |
| اللغة: | الإنجليزية |
| منشور في: |
Universidade Federal de Goiás
2013-04-01
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| الموضوعات: | |
| الوصول للمادة أونلاين: | http://www.revistas.ufg.br/index.php/bgg/article/view/23628/13890 |
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| author | Rogério Costa Reis Costa Reis Patrícia Falco Genovez |
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| description | Os Krenak, remanescentes dos antigos botocudos, passaram por várias investidas governamentais que pretendiam a eliminação ou a civilização dos nativos. As primeiras ações do Estado foram fundamentadas na edição da Carta Régia de 1808, que estabeleceu as Divisões Militares do rio Doce com o intuito de ocupar demograficamente este território e eliminar os botocudos, tidos como um entrave para o crescimento econômico da região. Esta política, iniciada ainda no período colonial e intensificada no Segundo Reinado, não obteve o sucesso pretendido e o vale do rio Doce passou a ter uma ocupação demográfica significativa apósa implantação da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), na década de 1910. Este artigo discute a construção do território Krenak, em Resplendor/MG, no vale do rio Doce, tendo como base os exílios, as diásporas e a reconquista, ocorridos entre 1958 e 1997. Abordaremos, por um lado, a ação efetuada pelo extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e pela Funai com o objetivo desterritorializar os indígenas. Por outro lado, trataremos o mesmo processo na perspectiva dos indígenas, enfocando os vínculos sagrados estabelecidos com oselementos da natureza e sua influência na constituição de um território sagrado para os Krenak. |
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| publishDate | 2013-04-01 |
| publisher | Universidade Federal de Goiás |
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| spelling | doaj-art-e90fe9c359b341d1b8372ccc10ec41a22025-08-20T03:21:09ZengUniversidade Federal de GoiásBoletim Goiano de Geografia0101-708X1984-85012013-04-01331112510.5216/bgg.v33i1.23628TERRITÓRIO SAGRADO: EXÍLIO, DIÁSPORA E RECONQUISTA KRENAK NO VALE DO RIO DOCE, RESPLENDOR, MGRogério Costa Reis Costa ReisPatrícia Falco GenovezOs Krenak, remanescentes dos antigos botocudos, passaram por várias investidas governamentais que pretendiam a eliminação ou a civilização dos nativos. As primeiras ações do Estado foram fundamentadas na edição da Carta Régia de 1808, que estabeleceu as Divisões Militares do rio Doce com o intuito de ocupar demograficamente este território e eliminar os botocudos, tidos como um entrave para o crescimento econômico da região. Esta política, iniciada ainda no período colonial e intensificada no Segundo Reinado, não obteve o sucesso pretendido e o vale do rio Doce passou a ter uma ocupação demográfica significativa apósa implantação da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), na década de 1910. Este artigo discute a construção do território Krenak, em Resplendor/MG, no vale do rio Doce, tendo como base os exílios, as diásporas e a reconquista, ocorridos entre 1958 e 1997. Abordaremos, por um lado, a ação efetuada pelo extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e pela Funai com o objetivo desterritorializar os indígenas. Por outro lado, trataremos o mesmo processo na perspectiva dos indígenas, enfocando os vínculos sagrados estabelecidos com oselementos da natureza e sua influência na constituição de um território sagrado para os Krenak.http://www.revistas.ufg.br/index.php/bgg/article/view/23628/13890território sagradoterritório Krenakhistória Krenak. |
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