Nem público, nem privado, muito pelo contrário: sobre a clínica psicanalítica no ambulatório hospitalar

Objetivando promover uma reflexão acerca de atendimentos psicanalíticos desenvolvidos em ambulatório hospitalar, o presente artigo parte da hipótese que nesses ambientes há a (re)produção da interpenetração das esferas pública e privada característica das sociedades atuais. As autoras tomam, então,...

Full description

Bibliographic Details
Published in:Estudos e Pesquisas em Psicologia
Main Authors: Junia de Vilhena, Nadja Pinheiro
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) 2008-04-01
Subjects:
Online Access:https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/10852
Description
Summary:Objetivando promover uma reflexão acerca de atendimentos psicanalíticos desenvolvidos em ambulatório hospitalar, o presente artigo parte da hipótese que nesses ambientes há a (re)produção da interpenetração das esferas pública e privada característica das sociedades atuais. As autoras tomam, então, como estratégia, o abandono da clínica privada como modelo a ser implantado no contexto ambulatorial para destacar a especificidade do campo clínico emergente no hospital geral entendendo este, a partir da compreensão foucaultiana, como uma instituição disciplinar a qual, impondo o controle sobre o espaço, o tempo e o movimento funda a especificidade da clínica ambulatorial: a visibilidade, a transitoriedade e o campo transferencial complexo. A perspectiva winnicottiana é apresentada como alternativa clínica possível para se trabalhar analiticamente nesse contexto paradoxal, principalmente através de seus conceitos de espaço potencial e de holding.
ISSN:1808-4281