| Summary: | Este artigo analisa a transdisciplinaridade do desenho pela sua importância em diversas áreas do conhecimento. Através de uma análise profunda, procura compreender o desenho como ferramenta mental e metodologia de análise e reflexão, fomentando o desenvolvimento perceptivo, intelectual e cognitivo. Esta abordagem reforça-se pelas ideias do arquitecto Campo Baeza e do artista plástico Joseph Beuys. O artigo estabelece um diálogo entre representações primitivas e contemporâneas, destacando a fusão entre o natural e o artificial, acentuada pelas revoluções industriais. Através do legado de artistas como William Turner, testemunhamos as mudanças climáticas da Primeira Revolução Industrial, resultado do desenvolvimento tecnológico. São feitas conexões entre o desenho como tecnologia manual e a sua incorporação em dispositivos tecnológicos, alterando as relações humanas e ambientais. O pensamento de Walter Benjamin é usado para reflectir sobre as imagens actuais e os modos de produção. Analisam-se metodologias de trabalho com softwares de desenho 3D, desvinculando o desenho de suportes e ferramentas convencionais. São referidos projectos como LABVERDE e EcoArt Project, e o trabalho de artistas portugueses como Pedro Vaz, Cristina Ataíde e Vanessa Barragão
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