A justiça como artifício, campo simbólico e sistema em aberto: Hume leitor de Hobbes

Uma das razões pelas quais Hobbes pode ser considerado o precursor do positivismo jurídico é  sua maneira de pensar o sistema de justiça como um sistema normativo  coerente e completo, autônomo em relação à sua base material,  isto é, às opiniões e interesses que motivam e sustentam sua instituição....

Full description

Bibliographic Details
Published in:Ethic@: an International Journal for Moral Philosophy
Main Author: Maria Isabel Limongi
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2023-03-01
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/ethic/article/view/91432
Description
Summary:Uma das razões pelas quais Hobbes pode ser considerado o precursor do positivismo jurídico é  sua maneira de pensar o sistema de justiça como um sistema normativo  coerente e completo, autônomo em relação à sua base material,  isto é, às opiniões e interesses que motivam e sustentam sua instituição. A teoria hobbesiana do Estado abre assim o caminho para o fechamento da ordem jurídica reivindicado pelos teóricos do positivismo jurídico. No entanto, acompanhando o modo como Hume dialoga com Hobbes e desenvolve sua teoria do Estado, procurarei mostrar que este fechamento não é o único caminho aberto por esta teoria. Hume a explora e tensiona em sentido inverso, procurando pensar a abertura da normatividade jurídica para as opiniões e práticas sociais que a produzem e sustentam.
ISSN:1677-2954