Traços categorizadores na derivação de pares nome-verbo em Libras
A morfologia tem por objeto de estudo a estrutura, formação e categorização de unidades lexicais e apresenta diferentes perspectivas de análise. Sob o aporte gerativista, o componente lexical dispõe de palavras previamente categorizadas e traços que são o input para a sintaxe (CHOMKSY, 1970). Em Hal...
| Published in: | Scripta |
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| Main Author: | |
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
2020-09-01
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| Subjects: | |
| Online Access: | http://seer.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23125 |
| Summary: | A morfologia tem por objeto de estudo a estrutura, formação e categorização de unidades lexicais e apresenta diferentes perspectivas de análise. Sob o aporte gerativista, o componente lexical dispõe de palavras previamente categorizadas e traços que são o input para a sintaxe (CHOMKSY, 1970). Em Halle e Marantz (1993), a morfologia não existe per se, mas está distribuída em diferentes lugares da arquitetura da gramática e deve espelhar as operações sintáticas. A partir desse viés, assumimos que a formação de sinais e estruturas complexas se dá em um único locus gerativo, o componente sintático.
Assim, coloca-se que em uma língua não oral, a Libras, raízes acategoriais são concatenadas a traços abstratos, por meio de regras de inserção de conteúdo fonológico, para se formarem os sinais. Neste artigo, evidenciamos pares nome-verbo que apresentam uma mesma forma superficial e são diferenciados
sintaticamente por um v ou por um n categorizador, com realização fonológica Ø ou com realização específica em alguns membros dos pares. Essa proposta corrobora o Princípio da Uniformidade (CHOMSKY, 2001), pois, na ausência de fortes evidências que apontem para o contrário, reforçamos que as línguas são uniformes e as variações são restritas a propriedades facilmente identificáveis dos enunciados. |
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| ISSN: | 1516-4039 2358-3428 |
