Amadurecimento precoce da placenta avaliada pela ultra-sonografia e prognóstico perinatal Early placental maturation evaluated by ultrasound and perinatal prognosis

OBJETIVO: descrever os resultados maternos e perinatais das gestações com amadurecimento precoce da placenta detectado pela ultra-sonografia. MÉTODOS: realizou-se estudo retrospectivo, descritivo, tipo série de casos, com comparação de grupos. Foram incluídas 146 gestantes, internadas entre janeiro...

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Bibliographic Details
Main Authors: Ana Patrícia Santos de Queiroz, Cícero Ferreira Fernandes Costa
Format: Article
Language:English
Published: Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia 2006-03-01
Series:Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
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issn 0100-7203
publishDate 2006-03-01
description OBJETIVO: descrever os resultados maternos e perinatais das gestações com amadurecimento precoce da placenta detectado pela ultra-sonografia. MÉTODOS: realizou-se estudo retrospectivo, descritivo, tipo série de casos, com comparação de grupos. Foram incluídas 146 gestantes, internadas entre janeiro de 2000 e dezembro de 2002 e em cujo prontuário constavam diagnóstico de amadurecimento precoce da placenta (presença de placenta grau II antes da 32ª semana de gestação ou grau III, antes da 35ª semana de gestação) e descrição das condições materno-fetais. Foram excluídas gestantes com diagnóstico de: amniorrexe prematura, gravidez múltipla, forma aguda de descolamento prematuro de placenta normoinserida e malformação fetal. As complicações clínico-obstétricas foram: doenças hipertensivas, redução do crescimento intra-uterino, alterações do volume de líquido amniótico, infecções, diabete materno, anemia falciforme, soropositividade para HIV, drogadição, litíase renal, epilepsia e asma brônquica. Pelos prontuários, foram identificadas 106 gestantes com complicações clínico-obstétricas (Gcom) e 40, sem essas complicações (Gsem). Para comparação entre os grupos, empregaram-se os testes de chi2 e exato de Fisher, ao nível de significância de 0,05. RESULTADOS: o grupo Gcom apresentou maior freqüência de oligoâmnio (27,3%), restrição de crescimento intra-uterino (44,3%) e cesárea antecedente ao trabalho de parto (36,8%). Comparado ao grupo Gsem, o Gcom caracterizou-se por maior incidência de óbitos fetais, prematuros (58,8 versus 40%), menor índice de Apgar de 5º minuto, peso ao nascer <2.500 g (67,9 versus 40%), recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (39,2 versus 10%) e intercorrências mais graves. CONCLUSÕES: o prognóstico perinatal não dependeu do amadurecimento precoce da placenta, mas sim da presença de complicações clínico-obstétricas maternas.<br>PURPOSE: to describe perinatal and obstetric characteristics of pregnant women with ultrasonographic early placental aging. METHODS: using a retrospective, descriptive, series of cases, with group comparison, the authors analyzed the data of 146 pregnant women, whose diagnosis of placental early aging (presence of grade II placenta before 32 gestational weeks or grade III, before 35 gestational weeks), and maternal-fetal conditions had been recorded in the medical charts at the "Maternidade Prof. Monteiro de Moraes", Recife, Pernambuco Brazil, from January 2000 to December 2002, where they had been attended as inpatients. The exclusion criteria were diagnoses of: premature amniorrhexis, multiple pregnancies, acute premature detachment of a normally located placenta, and fetal malformation. The clinical and obstetric complications were: hypertensive diseases, intrauterine growth restriction, changes of amniotic fluid volume, infections, maternal diabetes, falciform anemia, HIV seropositivity, drug addiction, renal lithiasis, epilepsy and bronchial asthma. In the medical records, 106 pregnant women were identified as having clinical and obstetric complications (Gwith group) and 40 as not having any of these complications (Gwithout group). For group comparisons, chi2 and exact Fisher statistical tests were used, with significance level of 0.05. RESULTS: Gwith group was associated with higher incidence of oligoamnion (27.3%), intrauterine growth restriction (44.3%) and caesarean section prior to labor (36.8%). Compared to Gwithout, the Gwith group was characterized by high incidence of: fetal death, prematurity (58.8% versus 40%), lower 5th minute Apgar index, birth weight less than 2.500g (67.9% versus 40%); small body size for gestational age (39.2% versus 10%) and more severe intercurrents events. CONCLUSIONS: perinatal prognosis does not depend upon placental early aging, but on clinical and obstetric maternal complications.
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