Association between food consumption in the first months of life and socioeconomic status: a longitudinal study Associação entre consumo alimentar nos primeiros meses de vida e condições socioeconômicas: um estudo longitudinal
OBJECTIVE: This paper aims to describe the quality of the feeding practices of infants from the moment liquids and semi-solid foods are introduced into their diets and to determine associations between feeding practices and socioeconomic status. METHODS: The initial population consisted of 86 infant...
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Format: | Article |
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Pontifícia Universidade Católica de Campinas
2009-10-01
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Series: | Revista de Nutrição |
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doaj-77bbf1d59e684023b60cc1831c02da582020-11-24T20:57:03ZengPontifícia Universidade Católica de CampinasRevista de Nutrição1415-52731678-98652009-10-0122567568510.1590/S1415-52732009000500008Association between food consumption in the first months of life and socioeconomic status: a longitudinal study Associação entre consumo alimentar nos primeiros meses de vida e condições socioeconômicas: um estudo longitudinalEdson Theodoro dos Santos NetoCarolina Perim de FariaMarisa Lyra BarbosaAdauto Emmerich OliveiraEliana ZandonadeOBJECTIVE: This paper aims to describe the quality of the feeding practices of infants from the moment liquids and semi-solid foods are introduced into their diets and to determine associations between feeding practices and socioeconomic status. METHODS: The initial population consisted of 86 infants aged 0 to 3 months; they were selected from 3 Public Primary Healthcare Units of the city of Vitória. Seven visits were made to the children's homes to collect descriptive data on the mother, house, eating habits and sucking habits. Chi-square tests were applied and logistic regression analysis was performed to measure the associations. RESULTS: Approximately 50% of the children were given bottles before age 3 months, while semi-solid foods were given to 75% of the infants aged 6 months or less. Logistic regression models showed that the lack of paternal contribution to the family's income is a risk factor for the consumption of beans (OR =3.9; CI - 95% =1.2-12.6). Family income equal to or above two minimum wages was likely to promote fruit consumption (OR =0.4: CI - 95%=0.14-1.15). CONCLUSION: Food variety percentages revealed that most children under two years of age were not being fed properly. The mother's education level and contribution of the father to family income seem to influence the consumption of certain foods, such as fruits and beans. However, they do not fully explain the feeding practices found in the first months of life, showing that other more complex issues may be involved.<br>OBJETIVO: Objetivou-se descrever a qualidade do consumo alimentar de crianças a partir da inclusão da alimentação complementar líquida e semi-sólida, nos primeiros meses de vida, além de determinar as associações entre as práticas alimentares e as condições socioeconômicas. MÉTODOS: O grupo inicial constituiu-se por 86 bebês com idades de 0 a 3 meses, selecionados em áreas de abrangência de três Unidades Básicas de Saúde do Município de Vitória (ES). Realizaram-se sete visitas domiciliares, coletando-se dados sobre as características maternas, o padrão de dieta adotado pelas mães e os hábitos de sucção da criança. Os testes de Qui-quadrado foram aplicados e análises de regressão logística foram realizadas para mensurar as associações. RESULTADOS: Aproximadamente 50% iniciaram alimentação complementar por mamadeira até os três meses de vida, enquanto a alimentação complementar semi-sólida até os seis meses de vida ocorreu em 75% das crianças. Os modelos de regressão logística mostraram que a ausência de participação paterna na renda familiar configura-se como risco para o consumo de feijão (OR=3,9: IC 95%= 1,2-12,6). A renda maior ou igual a dois salários mínimos torna-se potencialmente fator de proteção para o consumo de frutas (OR=0,4: IC 95% 0,14-1,15). CONCLUSÃO: Os percentuais de consumo alimentar revelaram a predominância de um padrão inadequado à faixa etária de menores de dois anos. O grau de instrução da mãe e a participação direta do pai na renda da família parecem influenciar nas escolhas de alguns alimentos, como frutas e feijão. Entretanto, não explicam completamente as práticas alimentares infantis nos primeiros meses de vida, sinalizando que outras questões mais complexas podem estar envolvidas.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732009000500008Aleitamento maternoDesmameHábitos alimentaresBreast feedingWeaningFood habits |
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OBJECTIVE: This paper aims to describe the quality of the feeding practices of infants from the moment liquids and semi-solid foods are introduced into their diets and to determine associations between feeding practices and socioeconomic status. METHODS: The initial population consisted of 86 infants aged 0 to 3 months; they were selected from 3 Public Primary Healthcare Units of the city of Vitória. Seven visits were made to the children's homes to collect descriptive data on the mother, house, eating habits and sucking habits. Chi-square tests were applied and logistic regression analysis was performed to measure the associations. RESULTS: Approximately 50% of the children were given bottles before age 3 months, while semi-solid foods were given to 75% of the infants aged 6 months or less. Logistic regression models showed that the lack of paternal contribution to the family's income is a risk factor for the consumption of beans (OR =3.9; CI - 95% =1.2-12.6). Family income equal to or above two minimum wages was likely to promote fruit consumption (OR =0.4: CI - 95%=0.14-1.15). CONCLUSION: Food variety percentages revealed that most children under two years of age were not being fed properly. The mother's education level and contribution of the father to family income seem to influence the consumption of certain foods, such as fruits and beans. However, they do not fully explain the feeding practices found in the first months of life, showing that other more complex issues may be involved.<br>OBJETIVO: Objetivou-se descrever a qualidade do consumo alimentar de crianças a partir da inclusão da alimentação complementar líquida e semi-sólida, nos primeiros meses de vida, além de determinar as associações entre as práticas alimentares e as condições socioeconômicas. MÉTODOS: O grupo inicial constituiu-se por 86 bebês com idades de 0 a 3 meses, selecionados em áreas de abrangência de três Unidades Básicas de Saúde do Município de Vitória (ES). Realizaram-se sete visitas domiciliares, coletando-se dados sobre as características maternas, o padrão de dieta adotado pelas mães e os hábitos de sucção da criança. Os testes de Qui-quadrado foram aplicados e análises de regressão logística foram realizadas para mensurar as associações. RESULTADOS: Aproximadamente 50% iniciaram alimentação complementar por mamadeira até os três meses de vida, enquanto a alimentação complementar semi-sólida até os seis meses de vida ocorreu em 75% das crianças. Os modelos de regressão logística mostraram que a ausência de participação paterna na renda familiar configura-se como risco para o consumo de feijão (OR=3,9: IC 95%= 1,2-12,6). A renda maior ou igual a dois salários mínimos torna-se potencialmente fator de proteção para o consumo de frutas (OR=0,4: IC 95% 0,14-1,15). CONCLUSÃO: Os percentuais de consumo alimentar revelaram a predominância de um padrão inadequado à faixa etária de menores de dois anos. O grau de instrução da mãe e a participação direta do pai na renda da família parecem influenciar nas escolhas de alguns alimentos, como frutas e feijão. Entretanto, não explicam completamente as práticas alimentares infantis nos primeiros meses de vida, sinalizando que outras questões mais complexas podem estar envolvidas. |
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